
Antes que a chuva chegue: O destino do seu resíduo!
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05/12/2025

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A pesquisa encomendada pelo Sindiplast e conduzida pela Nexus revela um dado emblemático do momento que vivemos: 48% dos brasileiros confiam mais em empresas que investem na proteção ambiental, percentual que empata tecnicamente com a geração de empregos como critério de legitimidade empresarial. Esse resultado indica uma mudança estrutural na relação entre empresas e sociedade. Sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso aspiracional e passou a ocupar um lugar concreto na construção de confiança, especialmente entre consumidores mais informados.
Os recortes de renda e escolaridade reforçam esse movimento. Entre pessoas com ensino superior, 55% afirmam confiar mais em empresas que investem em proteção ambiental, enquanto nas faixas de renda entre 2 e 5 salários mínimos esse índice chega a 56%. Esses dados sugerem que, à medida que o acesso à informação aumenta, cresce também a exigência por práticas ambientais responsáveis. Não se trata apenas de intenção, mas de expectativa objetiva sobre como empresas devem atuar em um cenário de crise ambiental global.
Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia uma tensão importante: para parcelas mais vulneráveis da população, a geração de empregos ainda aparece como prioridade. Esse ponto é central para uma leitura madura da agenda ESG no Brasil. A sustentabilidade que gera confiança não pode ser dissociada de impacto social real. A proteção ambiental precisa caminhar junto com inclusão produtiva, renda e melhoria das condições de vida, especialmente em um país marcado por desigualdades estruturais.
Outro dado relevante do levantamento é que 81% dos entrevistados afirmam evitar o desperdício e a geração de resíduos, e 75% dizem reciclar, com o plástico aparecendo como o material mais reciclado. No entanto, os próprios respondentes apontam os limites desse comportamento: falta de informação, escassez de pontos de coleta seletiva e ausência de hábitos consolidados seguem como barreiras. Esse descompasso entre intenção e prática revela um problema clássico da sustentabilidade: boa vontade sem estrutura não gera impacto consistente.

É exatamente nesse ponto que a geração de dados se torna estratégica. Sustentabilidade baseada apenas em percepção ou comunicação não sustenta confiança no longo prazo. O consumidor, o mercado e os formuladores de políticas públicas demandam evidências mensuráveis, indicadores claros e transparência. Dados sobre volumes reciclados, redução de contaminação, desvio de resíduos de aterros e fortalecimento da cadeia da reciclagem transformam ações ambientais em resultados verificáveis, capazes de sustentar reputação e decisões estratégicas.
A atuação da Hambis se insere nesse contexto ao estruturar a gestão de resíduos com base em dados de impacto socioambiental, conectando geradores de resíduos, cooperativas e territórios. Ao implantar ecopontos, promover educação ambiental e monitorar resultados, a Hambis não apenas facilita a reciclagem, mas traduz práticas sustentáveis em métricas claras, acessíveis e auditáveis. Isso responde diretamente ao principal entrave apontado pela pesquisa: a falta de informação e de estrutura para transformar intenção em ação.
Os dados da pesquisa deixam um recado claro: o futuro da confiança empresarial no Brasil passa pela sustentabilidade, mas uma sustentabilidade comprovada, integrada e socialmente justa. Iniciativas como a Hambis mostram que é possível alinhar proteção ambiental, geração de dados e impacto social concreto. Em um cenário em que quase metade dos brasileiros já associa confiança à responsabilidade ambiental, medir, comunicar e aprimorar continuamente esses impactos deixa de ser uma opção e passa a ser parte central da estratégia de qualquer organização comprometida com o futuro.